terça-feira, 6 de julho de 2010
Medicações que receberam cartão amarelo e vermelho
De uma hora para outra, medicamentos vem sendo retirados das prateleiras porque se descobriu que podem causar danos à saúde não previstos na bula ou com puca ênfase necessária. Pessoas que fazem uso dessa medicação que funcionam as mil maravilhas, ficam sem rumo e acabam interpelando o médico que também não sabia de nada.O único jeito é passar a usar outra medicação, em geral mais antigo e menos eficiente, tentando esconjurar mentalmente o medo de engrossar a estatística das vítimas dos efeitos colaterais graves e até irreversíveis da medicação. Em 2004 saiu do mercado o antiinflamatório Vioxx (rofecoxib) com embasamento nos estudos realizados provando a possibilidade de um aumento dos riscos de infarto e derrame em 2008 as medicações Prexige e Arcoxia (120 mg) foram associadas a crises hepáticas. Se instala uma desconfiança em relação a grande quantidade de medicações ainda no mercado, será que podemos confiar? A questão se estende para questões bem delicadas a respeito das grandes campanhas agressivas de marketing dos laboratórios, culminando no mau uso dos medicamentos tanto por parte de pacientes quanto por médicos. A boa notícia é de que se nos últimos 10 anos muitas medicações estão sendo retiradas do mercado é por que a fiscalização existe e faz efeito. A produção de uma medicação é um processo longo e caro. Só a industria americana investe mais de 50 bi de dólares por ano em desenvolvimentos medicamentosos, o fabricante tem então cerca de 10 anos para vendêlo exclusivamente perante a lei das patentes. Por isso é natural que laboratórios tenham pressa de lançar um medicamento, o que implica numa correria que piora os padrões de qualidade e de controle. Vou relacionar alguns medicamentos que foram advertidos mas não retirados do mercado ainda: Vytorin, Champix, Avandia, Cialis, Levitra e Viagra, Ketek, Prozac, Roacutan.
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